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CONTOS DO SOL RENASCENTE: A PROSA ATÁVICA DE ANDRÉ KONDO
Por Antonio Neto. 
Santa Maria de Jetibá – ES, 08 de Março de 2016.


Um livro suave…  No entanto, profundo em cada um dos 15 contos que o compõem. 14 destes já foram premiados ou receberam menção honrosa nos mais expressivos certames literários brasileiros. Falo de CONTOS DO SOL RENASCENTE, do premiadíssimo escritor paulista André Kondo.
Descendente de japoneses, André Kondo foi buscar na sabedoria oriental a matéria-prima para condensar as histórias que encantam, convidam à reflexão e  à descoberta de uma cultura distante, mas que se faz entender em cada linha da obra.
Os símbolos mais caros da cultura japonesa são convocados para erguer o memorial do retorno de André Kondo: O hashi, A Katana, A ikebana, O haicai e outros referenciais da Terra do Sol Nascente.  Uma tentativa (bem sucedida!) de resgatar e apresentar ao Ocidente o tesouro cultural dos seus antepassados.
Um saudosismo latente envolve cada conto;  pois no mundo imediatista, competitivo e insensível que nos cerca, as histórias de André Kondo conduzem  o leitor a um passado imemorial, mas que pode ser resgatado através da Literatura, e – por que não? – trazer alento, coragem, resignação ou simplesmente um encantamento que anda ausente.
CONTOS DO SOL RENASCENTE  recebeu Menção Especial – Prêmio Humberto de Campos – UBE – RJ. Muito mais ainda conquistará:  o coração de leitores de hoje e de amanhã.
A escrita atávica de André Kondo tem a força das asas de um Ícaro Pós-Moderno, que consegue unir o horizonte do século XXI às brumas do passado milenar japonês.
André Kondo tem muito ainda por revelar. Muitas outras facetas tem este talentoso escritor que, pouco a pouco, vai grafando o seu nome na memória e no coração de seus leitores.
Mais que um escritor, Kondo é um emissário que traz o passado até nós, e nos leva a sentir o toque dos tempos que nos precederam.
Seria muito edificante, que  cada biblioteca escolar contasse com – pelo menos – um exemplar de  CONTOS DO SOL RENASCENTE.  Já que somos um país multicultural, todas as matrizes que compõem a nossa Pátria devem ser reconhecidas como formadoras da nossa cultura.
Arigatô, André Kondo!








Um comentário:

  1. Oi!
    Estou gostando muito dos dois livros seus que tenho.
    O "Cem Pequenas Poesias do dia a dia" já escrevi no quadro alguns para meus alunos copiarem e o terem.

    O "Contos do Sol Renascente" já o utilizei para contar história (algumas vezes lida e outras, segundo minhas palavras; foi A Carpa que utilizei).
    E ainda sobre este falei dele e citei seu nome em um texto literário meu; caso queira conferir:
    http://artedoartista.blogspot.com.br/2016/12/a-chuva-e-vida.html

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